Vídeo da edição deste ano do maior evento de arte da região norte.
Foi exibido durante a premiação e mostra o trabalho da equipe que faz o Arte Pará todos os anos, um time que já é uma verdadeira família!
31 10 2008 às 16:51
admin
Um de nossos últimos projetos realizados, a marca para o Fórum Social Mundial, que ocorrerá em janeiro de 2009 em Belém: um trabalho gratificante e profundo, que nos permitiu entrar em contato com diferentes culturas do mundo inteiro. O desafio era transmitir os conceitos que orientam as edições do Fórum, que tem como slogan “um outro mundo é possível”. A partir do briefing os conceitos elencados foram: unidade na diversidade, futuro, aliança e planeta.
Baseado no tema da próxima edição, os chamados
povos originários, partimos para uma pesquisa detalhada e cuidadosa. A intenção era entrar em contato com referências visuais das diferentes etnias. “A tatuagem é a roupa do índio”: o comentário feito por um representante indígena durante a reunião de briefing foi a nossa principal referência no processo de criação.
A pesquisa nos trouxe um universo visual iconográfico riquíssimo, encontrado em pinturas corporais, grafismos em cerâmica, tecidos e trançados, expressos pela cultura material de povos pertencentes à América Latina, Central e do Norte, Oceania, África, Ásia e Europa. Feito isso, foram reveladas similaridades no uso de tais grafismos: povos que nunca tiveram contato entre sí utilizam grafismos semelhantes inclusive em significado. Nossa conclusão chegou a uma filtragem de 12 signos, chamados de grafismos ancestrais.
Os 12 grafismos selecionados são capazes de conversar com pessoas do mundo inteiro, independente de sua origem. Unido a um elemento fixo, a marca é mutável, randômica e democrática, permitindo a escolha do grafismo que o indivíduo mais se identifique sem perder a unidade. Arquivos da marca estarão disponiveis no site do Forum para quem desejar usa-la para criar produtos para o evento. O projeto foi licenciado via Creative Commons. O projeto de sinalização Ambiental será executado pela Oficina de Criação, capitaneada pelas nossas queridas Ana Petruchelli e Lívia Barbosa.
Inspiradas ainda na cultura dos povos originários, toda a estratégia de comunicação busca aliar a sabedoria dos povos originários à tecnologia atual. A proposta é evitar o gasto excessivo de papel e impressões, enviar pdfs a todos os participantes e usar outras formas sustentaveis de comunicação. Propomos a divulgação oral dos eventos através de arautos (pessoas identificadas e preoparadas para passar o conhecimento), centros de informações e mídias de caráter coletivo (em alusão às tribos); a identificação dos participantes será através de tatuagens e pulseiras de sementes de mará-mará, feitas pelas comunidades.
Outra proposta para reforçar a sustentabilidade do evento, além o evitar o excesso de resíduos, foram oficinas de reciclagem de todos os materiais gerados pelo Fórum e favorecendo a geração de renda às comunidades participantes do evento e moradoras do entorno de Belém.

Worlsocia by Fernanda Martins e Sâmia Batista/mapinguari design is licensed under a Creative Commons Attribution-No Derivative Works 3.0 Unported License.
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22 10 2008 às 19:17
admin

Nosso projeto de design participativo realizado com a Associação Ver-as-Ervas recebeu menção honrosa na categoria Ação Sócio-Ambiental, no 1º Prêmio Objeto Brasileiro, promovido pelo A CASA - Museu do Objeto Brasileiro.
Este trabalho tem sido um de nossos cases mais importantes, não só pela projeção que estamos tendo em função dele, mas principalmente pelo incrível aprendizado que tivemos durante a sua realização.
Pra quem não sabe, a Associação Ver-as-Ervas reúne 102 associados, que vivem da tradicional venda de ervas no Mercado do Ver-o-Peso. Em função de um acordo com a Natura pelo uso de ervas e raízes (como a priprioca) pela linha Ekos, os ervateiros precisaram se organizar enquanto grupo e se apresentar visualmente à sociedade, daí a necessidade de um sistema de identidade visual.
Em linhas gerais, nosso trabalho procurou seguir a metodologia tradicional do design gráfico com uma diferença: a de trazer o grupo para dentro do processo. Indo contra a prática comum da maioria dos designers, em que o projeto é realizado longe dos olhos do cliente, e a sua participação limita-se ao fornecimento de informações para o briefing.
Neste caso, os associados da Ver-as Ervas estiveram conosco em todos os momentos. Questões como Quem é o cliente; a Concorrência, o Público-alvo e o Problema foram levantadas e respondidas com o grupo. A pesquisa de campo foi igualmente realizada em conjunto. A estratégia de design e a definição da solução de design idem.

Erveiras na oficina Pincel de Luz, com Miguel Chikaoka.

O resultado deste gratificante trabalho foi o empoderamento de sua própria associação; o reconhecimento de sua identidade e a valorização de seu universo. Outro ganho foi o fortalecimento do grupo enquanto associação, por isso reconhecemos que dinâmicas participativas fortificam o associativismo em comunidades e associações.

Assembléia para escolha da marca.

Marca escolhida

Yuri recebendo o prêmio em SP
21 10 2008 às 11:15
admin