Arquivo da categoria ‘Design e Sustentabilidade’
Entrevista para o Newsletter do Museu A Casa
Fomos entrevistados na edição de dezembro do Museu A Casa sobre o trabalho de design participativo
confiram.
http://www.acasa.org.br/newsletter.php?id=166
Mapinguari design no II Simpósio Brasileiro de Design Sustentável
Nos dias 05 e 06 de novembro acontece na Anhembi Morumbi-SP o II Simpósio Brasileiro de Design Sustentável, o mais importante evento da área no Brasil. Nosso escritório foi oficialmente convidado para compor a programação, com palestra e mini-curso sobre a ferramenta de inovação social criada pelo Mapinguari, o Design Participativo. A programação também incluirá mesa-redonda com grandes nomes como de Carlo Vezzoli, Lia Krucken e Mugendi M’Rithaa, sendo o Mapinguari representado por Fernanda Martins.
Confira a programação na página oficial do evento.
Sem comentários »Laboratório Cotijuba de conexão digital

Tudo saiu perfeito. O barco partiu do Ver-o-Peso pontualmente às 8 horas. O grupo de convidados acomodou-se para uma viajem histórica. Ao chegar em Cotijuba um grupo de jovens sorridentes aguardava no trapiche como flores de boas-vindas. O bondinho levou o grupo até o Movimento das Mulheres onde todos aguardavam ansiosos.
Adriana, uma das coordenadoras do Movimento confessou, “achávamos que não iria dar certo, só agora está caindo a ficha! Agradeceu ao Oi Futuro o salto tecnológico que acontece no Movimento. Há um ano isto era inimaginável.”
João Meirelles do Peabiru, emocionadíssimo,relembrou o passado, os eventos e projetos que planejados e executados em parceria com o MMIB que possuía apenas um barracão, quanta diferença de cinco anos atrás.

Os jovens não se agüentavam mais em seus lugares, todos agradeceram aos parcerios pela oportunidade e finalmente o laboratório foi aberto e em um segundo 30 jovens se acotovelavam na pequena sala!
Para aqueles jovens moradores da ilha que tomam o barco diariamente em direção à cidade era o início da navegação em direção a um novo mundo, ao futuro sem fronteiras.
Há momentos na vida que valem a pena terem sido vividos.
Obrigada pela oportunidade Oi Futuro
Sem comentários »As novas tarefas do Design
O inglês John Thackara, especialista em políticas de sustentabilidade, acredita que criar uma sociedade melhor, e não apenas objetos para o lar, é a nova missão do design
O inglês John Thackara, aos 56 anos, é considerado um dos grandes nomes do design mundial. Mas Thackara, um verdadeiro guru, não desenha móveis ou artefatos para o lar. Ele integra uma nova geração de profissionais que tratam o design de outra forma, criando, no lugar de objetos para o uso cotidiano, um circuito, uma rede de relações capaz de redefinir o modo como as pessoas vivem e pensam o espaço que ocupam.
Para Thackara, que esteve no Brasil no final do último ano falando para profissionais brasileiros, “o papel do design agora é explorar e criar novos jeitos de lidar com atividades diárias, de maneira mais eficiente”, como disse em entrevista à BRAVO!.
Suas idéias foram aplicadas na França, Índia, EUA, Japão e, claro, na Inglaterra, onde está um caso exemplar de sua atuação: o projeto Designers of the Time, que durante um ano promoveu experimentos para testar maneiras de como a região nordeste do país poderia se tornar sustentável nas áreas escolar, do transporte, da energia, da saúde e da alimentação. Um grande exemplo foi o programa aplicado em Middlesbrough.
Essa cidade, de cerca de 142 mil habitantes, se tornou uma espécie de vitrine para o trabalho de Thackara. Lá, ele realizou uma série de ações a fim de diminuir a distância entre o que as pessoas comem e o lugar onde o alimento é produzido.
O objetivo era gerar uma economia em transportes e em energia (não seria necessário conservar os alimentos por um longo tempo, entre outras coisas) - além, é claro, de promover uma nova e mais saudável maneira de pensar as relações entre os moradores e a comida. Assim, profissionais passaram a ajudar os cidadãos a plantar o próprio alimento em pequenos, médios e grandes espaços urbanos.
Discretas caixas com terra, para serem postas perto das janelas das casas, foram distribuídas aos moradores. Também foram feitos plantios em terrenos livres dentro da cidade. Uma “Assembléia para a Alimentação” foi criada para coordenar todo o projeto.
“Middlesbrough é uma cidade ex-industrial tradicional, tem passado por dificuldades econômicas incríveis nos últimos 20 anos. Pensando sobre os novos caminhos do que pode ser uma cidade, trabalhamos com mil cidadãos ali, em um experimento simples. Propus a seguinte questão: seria possível cultivar alimentos dentro dos limites do condado? No fim desse primeiro ano foi possível preparar uma refeição para 7 mil pessoas apenas com alimentos produzidos dentro dos limites de Middlesbrough”, diz Thackara, lembrando que mesmo nas políticas oficiais que tocam na questão da sustentabilidade alguns temas terminam sendo esquecidos.
“No caso de Middlesbrough, a cidade já tinha planos e estratégias para os próximos 20 anos, mas até o nosso projeto existir, não se incluía ali a palavra alimento e nenhum arquiteto ou autoridade havia pensado sobre a comida até então. Depois de descobrir, a partir do experimento, que a alimentação é uma parte importante da sustentabilidade, a cidade está pensando que o cultivo, a distribuição, a preparação e o consumo de alimentos precisam fazer parte de seus planos.”
A BOLHA
Outro exemplo desse design que busca mudar os hábitos de uma comunidade está no programa Alzheimer’s 100. Nele, Thackara passou a trabalhar com a Alzheimer’s Society da Inglaterra a fim de implantar um sistema para o auxílio de pacientes com o mal de Alzheimer.
Entre as medidas está a criação de espaços (como o Dementia Café, com palestras e encontros) para proporcionar às pessoas que lidam com os doentes um apoio constante, enquanto os pacientes passam a integrar workshops com artistas a fim de aproximá-los da arte. Mais uma vez, a missão do design é criar novas e mais ricas relações entre o cidadão, o espaço e a sociedade.
“Meu trabalho é, em geral, no ambiente do design”, explica Thackara. “Não é que eu acredite não ser relevante desenhar objetos, mas precisamos repensar o propósito do que o design está produzindo. E o mais importante é fazer com que os designers parem de fazer tudo sozinhos. Eles têm que sair de seus estúdios. Mais do que desenhar coisas, o novo conceito do design é procurar por maneiras de executar atividades diárias de jeitos melhores.”
Seu livro In The Bubble: Designing in a Complex World (”na bolha: fazendo design em um mundo complexo”, ainda sem tradução no Brasil) resume os dez anos de experiência de Thackara na área, e funciona como um guia para entender as mudanças pelas quais o design passa hoje, mostrando as novas funções propostas pelo designer inglês.
Muitas delas - como a Movement, procurando aproximar o cidadão do transporte público por meio de ações educativas, como ensinar as pessoas a medirem o tempo gasto de um trajeto a outro em uma cidade, indicando ser possível deixar o carro em casa - se voltam para o uso racional da energia.
John Thackara fala dessa necessidade: “É totalmente possível levar o mundo como ele ainda é por 20 anos usando a energia que nós temos hoje. Mas a energia vai ficar incrivelmente cara. E enquanto alguns países continuarem crescendo 30% ao ano, com sua demanda por energia subindo rapidamente, a disponibilidade de energia vai se tornar cada vez menor. Nos últimos 150 anos, a sociedade industrial cresceu nessa incrível velocidade à base de energia dos combustíveis fósseis. Nós agora chegamos ao limite da produção de energia fácil”.
Após vencermos esses desafios teremos no futuro um mundo diferente, com designers diferentes? “Designers tradicionalmente produzem coisas. Mas se a sustentabilidade significa menos coisas, então quais são as novas tarefas do design? Explorar essa questão é o meu trabalho.”
John Thakara acaba the publicar, “In the Bubble” em português, o título foi adaptado para DESIGN E AS ALTERNATIVAS VIAVEIS EM UM MUNDO COMPLEXO
Texto de Mariana Shirai - Revista Bravo - 02/2008
Sem comentários »9ª Bienal da ADG
Com o tema Anatomia do Design, a Bienal deste ano apresenta o resultado da seleção de 283 trabalhos dentre 1240 inscritos. A exposição reflete o cenário atual do design nacional através de projetos que refletem excelência na prática de nossa profissão, divididos em nove categorias conceituais: Design propulsor da economia; Design voltado ao meio ambiente e sustentabilidade; Design e memória; Popular, regional, vernacular; Design e interfaces visuais; Poéticas visuais; Comunicação sintética, Fluxos e Manifesto.
Esta edição enfim reflete a busca pelas expressões contemporâneas, tendências e linguagens do design brasileiro, inovando no processo de seleção através da substituição do corpo de jurados por curadores especialmente selecionados para cada categoria. O resultado deste trabalho está publicado no belíssimo livro (antes, catálogo) Anatomia do Design, editado pela Editora Blücher.
O Forminform|Mapinguari design foi seleciondo com 2 projetos na categoria Design voltado ao meio ambiente e sustentabilidade: o projeto de Design Participativo com a Associação Ver as Ervas e a Estratégia de Sustentabilidade para o Fórum Social Mundial. Estivemos na abertura da Bienal, registramos tudo e o resultado está aí:
1 comentário »O Design e as mudanças climáticas
O que nós designer podemos fazer para contribuir para um mundo melhor? Muito.
Ser designer é tomar decisões. Elas podem ser a favor destas questões, ou não.
Somos vetores de informação, traduzimos valores em nossos projetos, fazemos opções ao escolher formatos, vernizes, técnicas e fornecedores.
Qual é o papel que escolhemos? Da onde ele vem (consumo de combustível fóssil)? O fornecedor é certificado? Ou mesmo, é preciso imprimir a quantidade solicitada? Existiria uma outra solução criativa com resultados semehantes e menores custos ao planeta?
E a impressão, que tipo de tinta, vernizes? Formatos de papel
Vale aqui o trabalho de formiguinha, uma é insignificante mas sente em formigueiro e sinta o resultado de um milhão delas… Enfim são as nossas opções de consumo que determinarão os destinos de nossos descendentes, do planeta.
Isso sem falar do conteúdo, da forma que escolhemos para viabilizar as informações que o cliente solicita.
Criamos um logo e depois uma camiseta que define a relação entre consumo e aquecimento global e estamos divulgando por aí. A camiseta pode ser visualizada no post do material do Forum Social Mundial.
Tentando fazer a nossa parte.

Co2sum by Fernanda Martins/mapinguari design is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 3.0 Unported License.
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Mapinguari design recebe menção honrosa no 1º Prêmio Objeto Brasileiro
Nosso projeto de design participativo realizado com a Associação Ver-as-Ervas recebeu menção honrosa na categoria Ação Sócio-Ambiental, no 1º Prêmio Objeto Brasileiro, promovido pelo A CASA - Museu do Objeto Brasileiro.
Este trabalho tem sido um de nossos cases mais importantes, não só pela projeção que estamos tendo em função dele, mas principalmente pelo incrível aprendizado que tivemos durante a sua realização.
Pra quem não sabe, a Associação Ver-as-Ervas reúne 102 associados, que vivem da tradicional venda de ervas no Mercado do Ver-o-Peso. Em função de um acordo com a Natura pelo uso de ervas e raízes (como a priprioca) pela linha Ekos, os ervateiros precisaram se organizar enquanto grupo e se apresentar visualmente à sociedade, daí a necessidade de um sistema de identidade visual.
Em linhas gerais, nosso trabalho procurou seguir a metodologia tradicional do design gráfico com uma diferença: a de trazer o grupo para dentro do processo. Indo contra a prática comum da maioria dos designers, em que o projeto é realizado longe dos olhos do cliente, e a sua participação limita-se ao fornecimento de informações para o briefing.
Neste caso, os associados da Ver-as Ervas estiveram conosco em todos os momentos. Questões como Quem é o cliente; a Concorrência, o Público-alvo e o Problema foram levantadas e respondidas com o grupo. A pesquisa de campo foi igualmente realizada em conjunto. A estratégia de design e a definição da solução de design idem.

Erveiras na oficina Pincel de Luz, com Miguel Chikaoka.

O resultado deste gratificante trabalho foi o empoderamento de sua própria associação; o reconhecimento de sua identidade e a valorização de seu universo. Outro ganho foi o fortalecimento do grupo enquanto associação, por isso reconhecemos que dinâmicas participativas fortificam o associativismo em comunidades e associações.

Assembléia para escolha da marca.

Yuri recebendo o prêmio em SP









