Ainda na maré do FSM: matéria sobre o processo de criação da Identidade do Forum Social Mundial na Revista Info!
O foco da matéria foi no trabalho de humanização dos traços criados no computador. Sabendo que a identidade seria aplicada nos mais diversos tamanhos e mídias, trabalhamos individualmente cada grafismo assim poderiam ser ampliados em outdoors ou aplicados e cartões de visitas.

05 08 2009 às 16:34
admin
O Museu Histórico do Estado do Pará está passando por uma série de mudanças e uma delas é a apresentação visual. Esta é a nossa proposta de redesenho da marca, que representa a modernização pela qual vem passando o espaço e, ao mesmo tempo, a valorização de seu caráter histórico, continuando a dar destaque aos traços landianos, nesse caso os mais representativos arquitetônicamente.

29 06 2009 às 18:42
admin

Tudo saiu perfeito. O barco partiu do Ver-o-Peso pontualmente às 8 horas. O grupo de convidados acomodou-se para uma viajem histórica. Ao chegar em Cotijuba um grupo de jovens sorridentes aguardava no trapiche como flores de boas-vindas. O bondinho levou o grupo até o Movimento das Mulheres onde todos aguardavam ansiosos.
Adriana, uma das coordenadoras do Movimento confessou, “achávamos que não iria dar certo, só agora está caindo a ficha! Agradeceu ao Oi Futuro o salto tecnológico que acontece no Movimento. Há um ano isto era inimaginável.”
João Meirelles do Peabiru, emocionadíssimo,relembrou o passado, os eventos e projetos que planejados e executados em parceria com o MMIB que possuía apenas um barracão, quanta diferença de cinco anos atrás.

Os jovens não se agüentavam mais em seus lugares, todos agradeceram aos parcerios pela oportunidade e finalmente o laboratório foi aberto e em um segundo 30 jovens se acotovelavam na pequena sala!
Para aqueles jovens moradores da ilha que tomam o barco diariamente em direção à cidade era o início da navegação em direção a um novo mundo, ao futuro sem fronteiras.
Há momentos na vida que valem a pena terem sido vividos.
Obrigada pela oportunidade Oi Futuro
27 05 2009 às 23:54
admin
O inglês John Thackara, especialista em políticas de sustentabilidade, acredita que criar uma sociedade melhor, e não apenas objetos para o lar, é a nova missão do design
O inglês John Thackara, aos 56 anos, é considerado um dos grandes nomes do design mundial. Mas Thackara, um verdadeiro guru, não desenha móveis ou artefatos para o lar. Ele integra uma nova geração de profissionais que tratam o design de outra forma, criando, no lugar de objetos para o uso cotidiano, um circuito, uma rede de relações capaz de redefinir o modo como as pessoas vivem e pensam o espaço que ocupam.
Para Thackara, que esteve no Brasil no final do último ano falando para profissionais brasileiros, “o papel do design agora é explorar e criar novos jeitos de lidar com atividades diárias, de maneira mais eficiente”, como disse em entrevista à BRAVO!.
Suas idéias foram aplicadas na França, Índia, EUA, Japão e, claro, na Inglaterra, onde está um caso exemplar de sua atuação: o projeto Designers of the Time, que durante um ano promoveu experimentos para testar maneiras de como a região nordeste do país poderia se tornar sustentável nas áreas escolar, do transporte, da energia, da saúde e da alimentação. Um grande exemplo foi o programa aplicado em Middlesbrough.
Essa cidade, de cerca de 142 mil habitantes, se tornou uma espécie de vitrine para o trabalho de Thackara. Lá, ele realizou uma série de ações a fim de diminuir a distância entre o que as pessoas comem e o lugar onde o alimento é produzido.
O objetivo era gerar uma economia em transportes e em energia (não seria necessário conservar os alimentos por um longo tempo, entre outras coisas) - além, é claro, de promover uma nova e mais saudável maneira de pensar as relações entre os moradores e a comida. Assim, profissionais passaram a ajudar os cidadãos a plantar o próprio alimento em pequenos, médios e grandes espaços urbanos.
Discretas caixas com terra, para serem postas perto das janelas das casas, foram distribuídas aos moradores. Também foram feitos plantios em terrenos livres dentro da cidade. Uma “Assembléia para a Alimentação” foi criada para coordenar todo o projeto.
“Middlesbrough é uma cidade ex-industrial tradicional, tem passado por dificuldades econômicas incríveis nos últimos 20 anos. Pensando sobre os novos caminhos do que pode ser uma cidade, trabalhamos com mil cidadãos ali, em um experimento simples. Propus a seguinte questão: seria possível cultivar alimentos dentro dos limites do condado? No fim desse primeiro ano foi possível preparar uma refeição para 7 mil pessoas apenas com alimentos produzidos dentro dos limites de Middlesbrough”, diz Thackara, lembrando que mesmo nas políticas oficiais que tocam na questão da sustentabilidade alguns temas terminam sendo esquecidos.
“No caso de Middlesbrough, a cidade já tinha planos e estratégias para os próximos 20 anos, mas até o nosso projeto existir, não se incluía ali a palavra alimento e nenhum arquiteto ou autoridade havia pensado sobre a comida até então. Depois de descobrir, a partir do experimento, que a alimentação é uma parte importante da sustentabilidade, a cidade está pensando que o cultivo, a distribuição, a preparação e o consumo de alimentos precisam fazer parte de seus planos.”
A BOLHA
Outro exemplo desse design que busca mudar os hábitos de uma comunidade está no programa Alzheimer’s 100. Nele, Thackara passou a trabalhar com a Alzheimer’s Society da Inglaterra a fim de implantar um sistema para o auxílio de pacientes com o mal de Alzheimer.
Entre as medidas está a criação de espaços (como o Dementia Café, com palestras e encontros) para proporcionar às pessoas que lidam com os doentes um apoio constante, enquanto os pacientes passam a integrar workshops com artistas a fim de aproximá-los da arte. Mais uma vez, a missão do design é criar novas e mais ricas relações entre o cidadão, o espaço e a sociedade.
“Meu trabalho é, em geral, no ambiente do design”, explica Thackara. “Não é que eu acredite não ser relevante desenhar objetos, mas precisamos repensar o propósito do que o design está produzindo. E o mais importante é fazer com que os designers parem de fazer tudo sozinhos. Eles têm que sair de seus estúdios. Mais do que desenhar coisas, o novo conceito do design é procurar por maneiras de executar atividades diárias de jeitos melhores.”
Seu livro In The Bubble: Designing in a Complex World (”na bolha: fazendo design em um mundo complexo”, ainda sem tradução no Brasil) resume os dez anos de experiência de Thackara na área, e funciona como um guia para entender as mudanças pelas quais o design passa hoje, mostrando as novas funções propostas pelo designer inglês.
Muitas delas - como a Movement, procurando aproximar o cidadão do transporte público por meio de ações educativas, como ensinar as pessoas a medirem o tempo gasto de um trajeto a outro em uma cidade, indicando ser possível deixar o carro em casa - se voltam para o uso racional da energia.
John Thackara fala dessa necessidade: “É totalmente possível levar o mundo como ele ainda é por 20 anos usando a energia que nós temos hoje. Mas a energia vai ficar incrivelmente cara. E enquanto alguns países continuarem crescendo 30% ao ano, com sua demanda por energia subindo rapidamente, a disponibilidade de energia vai se tornar cada vez menor. Nos últimos 150 anos, a sociedade industrial cresceu nessa incrível velocidade à base de energia dos combustíveis fósseis. Nós agora chegamos ao limite da produção de energia fácil”.
Após vencermos esses desafios teremos no futuro um mundo diferente, com designers diferentes? “Designers tradicionalmente produzem coisas. Mas se a sustentabilidade significa menos coisas, então quais são as novas tarefas do design? Explorar essa questão é o meu trabalho.”
John Thakara acaba the publicar, “In the Bubble” em português, o título foi adaptado para DESIGN E AS ALTERNATIVAS VIAVEIS EM UM MUNDO COMPLEXO
Texto de Mariana Shirai - Revista Bravo - 02/2008
11 04 2009 às 18:42
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